Nem sempre os adultos dão a devida atenção à rotina da alimentação, partindo do princípio que o fundamental é alimentar, e se a criança é saudável. Apesar de ser importante, pois é na infância que a alimentação influência o amadurecimento tanto físico como psicológico das crianças, e como tal tem de haver um equilíbrio nutricional das refeições que são dadas.
Contudo também é importante a postura que o adulto adopta durante as refeições. Como se sabe o adulto é o ponto de referência da criança, sendo um modelo para ela.
As refeições devem ser vistas como algo que constitui uma oportunidade diária de fortalecer relações com as crianças, apoiando-as na conversação, na exploração e na repetição, proporcionando assim, uma aprendizagem e uma autonomia, fazendo com que a criança se torne independente e se consiga alimentar sem a ajuda do adulto.
É importante que o adulto tenha as mesmas horas de refeição que a criança e que possam desfrutar de um momento em família.
Nesta faixa etária dos dois anos, maior parte das crianças começa a ter uma certa relutância em se alimentar sozinha, pedindo ajuda ao adulto frequentemente, este comportamento deve ser contornado, conversando com a criança mas tentando nunca ceder, mostrar-lhe que é importante comer sozinha.
Cada criança tem o seu tempo, e esse tempo deve ser respeitado, ao adoptar este comportamento o adulto está a transmitir à criança uma mensagem positiva, e esta mensagem não é só pelo acto de comer mas também sobre as relações sociais, tornando-se uma criança mais autónoma.
Nos dias que correm por vezes é complicado chegar a casa depois de um dia de trabalho e ainda ter paciência para ficar 1hora ou mais, à mesa só porque a criança a comer sozinha sem ajuda, demora mais tempo, mas é algo que faz parte da aprendizagem da criança e é fundamental que os pais em casa participem desta aprendizagem, pois só assim se conseguem formar crianças autónomas e independentes no futuro.
Fonte: "Educação de Bebés em Infantários"