Durante o primeiro ano de vida, o ritmo de crescimento do bebé é extremamente rápido, como tal a sua alimentação é um ponto fundamental para este crescimento se dar da melhor forma. Contudo e infelizmente estamos numa era em que a obesidade infantil tem vindo a fazer parte do nosso quotidiano sendo uns dos grandes problemas de saúde a ser difícil de combater. Estatisticamente uma em cada seis crianças têm problemas de excesso de peso.
Durante os dois primeiros anos de vida os bebés que aumentam demasiado o peso têm probabilidade de sofrer da garganta, nariz e ouvidos.
Os pais devem de ter em atenção que a energia necessária para o crescimento saudável de uma criança deve ser proveniente de uma alimentação rica e variada.
Igualmente importante a uma alimentação saudável é também o exemplo que os adultos dão às crianças na sua forma de comer. Antes de mais é essencial reconhecer a importância das rotinas. O papel dos pais é decisivo, pois são eles que têm a enorme responsabilidade de ser o exemplo dos próprios filhos. É bom mostrar à criança o interesse de ter uma boa relação com todos os alimentos, até mesmo com aqueles que partimos do princípio que as crianças não gostam - elas não podem não gostar, do que não conhecem!
Sugiro algumas medidas que podemos ter em conta e que podem facilitar a boa relação das crianças com todos os alimentos:
Regra geral as crianças necessitam de três grandes refeições diárias e de dois lanches, um a meio da manha e outro a meio da tarde. A mais importante das refeições é o pequeno-almoço, tantas vezes descurado, pelos pais pela falta de tempo matinal, ou pelas próprias birras dos filhos. Por muito que depois se tente compensar na escola com o reforço da manha, não é a mesma coisa, os pais tem de se convencer do mal que faz ao organismo de uma criança não tomar o pequeno-almoço.
Contudo todas as refeições são importantes, e não nos podemos esquecer de os estimular a uma boa alimentação. Como crianças que são, a partir do primeiro ano de idade, dão muita importância à forma como os alimentos são apresentados, pois são muito observadoras.
As refeições ricas na variedade de formas e cores são, logo à partida, motivo de grande desejo e uma ajuda imprescindível para um maior apetite.
É muito comum a criança recusar comer ou não querer um alimento em especial. Não se deve dar demasiada importancia, não se deve ser demasiado rigido nem demasiado flexivel, tentar-se chegar a um acordo entre o que se gosta e o que não se gosta, para que haja assim um meio termo entre o que é certo e o que a criança prefere.
Todos juntos e com regras básicas a nível da alimentação, talvez consigamos baixar o numero de crianças obesas e aumentar o numero de crianças uma alimentação rica e saudável.
Fonte: Guia Nutricional de saúde, 2000