É cada vez mais frequente os pais se queixarem da "prisão de ventre" dos seus filhos. É difícil definir o que é obstipação, além daqueles casos que são tão evidentes que não deixam dúvidas a ninguém: dias e dias "sem fazer", fezes duras, tão duras que podem provocar lacerações e sangramentos, etc.
Existe um padrão familiar de trânsito intestinal. Há famílias de pessoas obstipadas, situação muitas vezes agravada pelo tipo de dieta actual, pobre em fibras e exagerada em alimentos ultra-refinados.
Há várias maneiras de tentar minimizar a obstipação. Para além dos medicamentos que poderão ser receitados pelo médico, ainda se pode fazer uso da sonda de gases, um tubo de borracha que se insere no anûs da criança e que permite expelir os gases e ajudar a sair as fezes.
É preciso algum cuidado com os laxantes, dado que podem provocar irritação intestinal, com períodos alternados de fezes diarreicas e obstipação. É essencial habituar a criança a comer alimentos ricos em fibra, se necessário adicionando fibra natural (farelo) à dieta, e cultivando também hábitos regulares, certos de ir ao bacio ou à sanita (depois das refeições). Convém restringir o consumo de banana, arroz, cenoura e leite, e estimular o consumo de iogurte, ameixas e frutos com sumo (kiwi), cereais integrais e verduras.
A obstipação na criança e no adulto tende a tornar-se um problema demasiado comum e com custos pessoais e sociais elevados, devido aos erros alimentares prevalecentes.
Aconselha-se assim: Alimentos com fibra, produtos integrais, frutos e muita água são alguns dos segredos para evitar a obstipação.