Tenho medo...
Será que é normal sentir medo na infância? Como podem os pais ajudar a ultrapassar estes medos sentidos, sabe-se lá o porquê? E quem nunca sentiu medo de alguma coisa, por mais insignificante que possa parecer? De uma maneira geral todos nós já sentimos alguma ansiedade ou receio de algum assunto. Como tal desde o primeiro ano de vida que as crianças receiam alguns momentos da sua vivência, a mudança de sensibilidade ao medo está relacionada com vários aspetos do desenvolvimento.
Desde o nascimento até aos 18 meses a criança tem medo de objetos reais do seu dia-a-dia, ruídos, situações ou pessoas estranhas, luzes fortes, tudo o que fuja um pouco da sua rotina. Aos 2 anos, a criança começa a manifestar mais medo, do que lhe é desconhecido, e começam a ser vítimas da sua própria imaginação, fantasiando pessoas e coisas imaginarias, começam a sentir mais receio do escuro, este medo pode se manter até a criança ser mais crescida.
Os pais devem entender que os medos são normais no desenvolvimento dos seus filhos, e que lidando com os medos o objectivo não é apenas que estes desapareçam mas sim ajudar a criança a lidar com outros medos que possam surgir mais tarde, tudo isto faz com que a criança desenvolva gradualmente a confiança e a capacidade de enfrentar situações complicadas.
Que estragégias é que podem os pais então usar?
Mas o principal é não entrar em ansiedade, pois a criança percebe este sentimento por parte dos pais, e é-lhe muito mais difícil controlar o medo que possa sentir, o melhor é deixar que a criança deixe de ter medo, sem levar este assunto à exaustão. É conveniente por parte dos pais assegurar que está tudo bem e sob controlo, que nada de mal irá acontecer o que faz com que mais cedo ou mais tarde a criança acabe por saber lidar com estes tais "medos"que a assombram que por vezes não são mais do que fruto da sua própria imaginação.
Fonte: Psicologia Infantil, Porto Editora, 2008