A importância da Inteligência Emocinal
Avaliação: / 9
FracoBom 
Educação
Escrito por Vanessa Fernandes   
16 Junho 2010

intelig_emo_2Todas as crianças, em maior ou menor grau, já se zangaram. A zanga é saudável, é uma forma de expressarem os seus sentimentos negativos. Zangar-se é fácil, a dificuldade encontra-se no saber zangar-se, isto é, na forma como expressam esses sentimentos negativos.

A criança, desde que começa a frequentar a creche ou o jardim-de-infância vive em grupo, numa fase em que ainda é muito egocêntrica tendo de partilhar os adultos, o espaço e os brinquedos com todo o grupo de crianças. As suas emoções são ainda muito primárias e se a ajudarmos a lidar com os seus diversos sentimentos estamos a contribuir para a sua estabilidade emocional e consequentemente para a sua capacidade de ser feliz.

Desenvolver a inteligência emocional é estimular na criança as capacidades de confiança, curiosidade, intencionalidade, autocontrolo, capacidade de se relacionar com os outros, de comunicar e cooperar. Pais e educadores devem aproveitar todas as oportunidades do dia-a-dia para desenvolver a inteligência emocional nas crianças. Existem muitos casos de crianças extremamente inteligentes mas que, por não conseguirem lidar com as suas emoções, não confiam nas suas capacidades e não respondem adequadamente às solicitações do meio ambiente. Ser emocionalmente inteligente é ser capaz de se perceber a si mesmo e aos outros, para gerir bem os seus talentos e aprender com os fracassos.

intelig_emo_1Actualmente a educação não se baseia unicamente nos processos intelectuais, pondo grande ênfase na educação emocional. Segundo o psicólogo Daniel Goleman a principal responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas é o seu desenvolvimento ao nível da inteligência emocional, não sendo esta considerada uma capacidade inata. Quanto mais adequada for a educação maior será o seu nível de inteligência emocional. O fundamental é que a criança compreenda e que lhe sejam postos em prática os alicerces necessários para que cresça como um ser cada vez mais independente. Isto é, que lhe ensinem a saber zangar-se, saber criar as próprias motivações, controlar os seus medos e ansiedades enfrentando-os e ultrapassando-os. Ou seja, é necessário ensinar a criança a saber viver, conduzindo-a através da compreensão do que pode ou não fazer, levando-o a agir, a pouco e pouco, da forma correcta. Mas sempre fazendo-o compreender o porquê de poder ou não agir de tal forma.

Desta forma, aprender a lidar com as emoções é aceitar os sentimentos de alegria, tristeza, raiva e medo, mas não o comportamento desadequado, e por vezes até agressivo, com que, na maioria das vezes, os expressam.

Fonte: Revista “Coisas de criança” – guia para pais e educadores.

 

Área de Pais

Categorias